MONUMENTO ARMANDO SALLES DE OLIVEIRA
                                                                        
                                                  
EDESC

O pedestal em granito vinha recebendo há vinte anos camadas de tinta látex branca, anualmente, sob a indiferença dos órgãos de preservação.
   
Sabíamos que havia pelo menos vinte mãos de tinta látex. Descobrimos posteriormente, que além da tinta látex haviam sido aplicadas duas camadas de borracha clorada. Removemos essas camadas de tinta utilizando uma combinação de processos químicos, e aplicação de jato de areia e hidrojateamento.
   
Sob as camadas de tinta, encontramos pichações do início da década de oitenta.
   
As pichações se referem a reimplantação da UNE, do DCE livre e da Assembléia de Funcionários da USP, até então proibidos pela ditadura militar.
   
Como a borracha clorada oferece uma excelente cobertura, bastaram duas camadas de tinta para que se escondessem  as pichações, que se mantiveram preservadas sob a proteção dessas camadas de borracha e tinta látex.
   
A partir daí foi mais simples aplicar-se uma nova camada de tinta do que retirar as interferências no monumento.
   
Ressaltamos que a iniciativa da retirada dessas intervenções no monumento partiu da Prefeitura do Campus da USP e não dos órgãos de preservação, que a meu ver sofrem de uma falta congênita de iniciativa.
   
Chegamos a um resultado que permite aos contemporâneos apreciar a originalidade do monumento.
   
Monumento já limpo, localizado na Praça Um, na entrada principal do Campus da USP.
Os manifestantes que picharam o monumento, naturalmente o escolheram pela sua visibilidade, não levando em consideração a importância objetiva e subjetiva dos monumentos. Felizmente hoje em dia todos têm a consciência de preservá-los, inclusive os órgãos que têm essa responsabilidade.
   
Pedestal em granito, limpo.
O Monumento a Armando Salles de Oliveira foi executado por Bruno Giorgi na década de sessenta do século passado.

 

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